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Rotary e os refugiados: projeto em Boa Vista apoia limpeza de abrigos

Em abril, o Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) contabilizava 5896 pessoas vivendo nos 13 abrigos do estado de Roraima. Com tantos refugiados vivendo juntos, as necessidades são inúmeras e atender a todas é um grande desafio. Um destes desafios é manter a limpeza destes locais, e foi pensando nessa necessidade que o Rotary entrou mais uma vez em ação para ajudar essa população. Em uma iniciativa que envolveu doações de clubes de todo o Brasil, o Rotary comprou uma máquina para produzir hipoclorito de sódio, composto que é a base para a fabricação de água sanitária. Hoje, o equipamento permite a produção de 150 litros por dia do desinfetante, que são doados para a limpeza de 11 abrigos na capital Boa Vista e outros dois em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. Em Roraima, os abrigos têm capacidade de acolher entre 216 e 1386 pessoas. Nos locais, que contam com banheiros químicos, a água sanitária doada ajuda a garantir a higiene para as centenas de venezuelanos que lá vivem. A iniciativa para a compra do equipamento partiu de Celso Bergmaier, hoje presidente do Rotary E-Club Distrito* 4740 Inspiração. Em maio do ano passado, ele saiu de Chapecó (SC) para conhecer o trabalho da Operação Acolhida, iniciativa do governo federal para receber refugiados venezuelanos em Roraima. Em viagem para Boa Vista, Bergmaier participou de uma reunião com diferentes agências que ajudam no suporte aos venezuelanos. Na ocasião, ficou sabendo da carência de água sanitária para limpeza dos abrigos, já que o produto precisava ser adquirido em grandes quantidades, o que não é algo fácil de se fazer naquela região. “Durante os oito dias que permaneci na Operação Acolhida, tive uma experiencia inigualável, única, que serviu como reflexão sobre nosso papel como rotarianos e das contribuições que podemos oferecer à humanidade, pois, muitas vezes, eu não tinha ideia de que poderia fazer um trabalho tão significativo”, destaca Bergmaier sobre como a situação dos refugiados mexeu com ele. Ele deu início, então, a uma grande mobilização entre clubes de todo o país. A iniciativa foi tão bem sucedida que arrecadou R$ 16 mil. “Praticamente todos os distritos* do Brasil contribuíram com R$ 500, que depois foram transferidos para o clube de Boa Vista – Caçari”, lembra. A verba foi mais que suficiente para a aquisição da máquina e também permitiu a compra de sal e galões retornáveis, necessários para a produção e distribuição da água sanitária. Parte do dinheiro foi ainda investido na reforma de uma cozinha industrial, dentro de uma igreja católica, usada para o preparo e distribuição de refeições aos refugiados.     O Rotary Club de Boa Vista-Caçari, único no estado de Roraima, cuidou da compra da máquina e fez a cessão do equipamento para uma entidade parceria do ACNUR realizar a produção do desinfetante. “A máquina foi cedida para a ADRA (Agência Humanitária da Igreja Adventista do Sétimo Dia) pelo Rotary. A produção é feita pelos voluntários da ADRA”, explica Paulo Bragato, governador assistente do distrito* 4720. Mesmo não cuidando diretamente da produção da água sanitária, o Rotary continua apoiando a fabricação do produto, realizando a compra de mais insumos e galões para a distribuição. “Não é um produto tão caro. A embalagem é até mais cara, mas pela quantidade que precisa ser usada, acaba se tornando caro, já que tudo é sustentado por doação”, explica Bragato, sobre a dificuldade em ter água sanitária em quantidade suficiente para atender a todos os abrigos. Segundo Bragato, um dos grandes parceiros nos cuidados do Rotary com os refugiados tem sido o Ministério Público do Trabalho de Roraima, que direciona doações para diversos projetos do clube. O governo do estado de Roraima também contribui, oferecendo água e luz gratuitamente à escola onde a água sanitária é fabricada. O desinfetante é distribuído semanalmente aos abrigos. Com a pandemia de Covid-19, manter a higiene nos abrigos com centenas de refugiados tem sido ainda mais importante para garantir a saúde de todos os homens, mulheres e crianças que ainda esperam pela oportunidade de uma vida melhor. E, para isso, eles podem continuar contando com o apoio do Rotary. *Para quem não conhece a estrutura do Rotary International, regionalmente, os Rotary clubs são agrupados em distritos. Crédito das fotos: Fernando Teixeira

Horta Viva Sementes é Empresa Cidadã desde o início do programa

Empresa maringaense, a Horta Viva Sementes começou suas atividades em 1992, comandada pelo sócio proprietário Constantino de Marchi Junior. Especializada em produtos agrícolas, como por exemplo, telas de sombreamento, sementes, produtos para irrigação, fertilizantes, entre outros, a empresa atualmente conta com 08 funcionários. Rotariano há 24 anos pelo Rotary Club de Maringá Sul, Constantino investe no Programa Empresa Cidadã por conhecer bem de perto os benefícios da Fundação Rotária e por enxergar que todo cidadão privilegiado deveria pensar em fazer algo pela comunidade. “Claro que, como rotariano há tanto tempo, investir como empresário em um programa do Rotary é o mínimo que eu poderia fazer. Mas se estou na organização é porque só vejo benefícios em ser rotariano. Como empresário, meu entendimento é que a maior parte das empresas têm enxergado com mais valorização o seu papel social na sociedade, de estarem mais interessadas em participar de algo, no âmbito da Responsabilidade Social. E isso é bonito, ir além da visão do negócio, do seu sustento, como parte formadora de uma condição melhor para aqueles que não têm condições”, pontua Constantino. De acordo com ele, apoiar o Programa Empresa Cidadã é uma forma segura para aquele empresário que deseja apoiar uma causa social e não sabe por onde começar. “O Rotary é uma organização presente em diversos países do mundo, com mais de 100 anos de atuação. Apoiar as causas da Fundação Rotária é uma forma confiável e segura de se investir o dinheiro, além do que, o pouco você disponibiliza, mensalmente, será bem empregado e o retorno será garantido para as comunidades a serem atendidas”. Além do atendimento presencial, a Horta Viva Sementes atua no e-commerce, para onde comercializa seus produtos para todo o Brasil. Para conhecer mais sobre a empresa, acesse: https://www.hortavivasementes.com.br/  Larissa Nakao Comunicação Corporativa

Mesmo com a economia fragilizada, empresário investe no Programa Empresa Cidadã

O impacto do coronavírus na economia e na vida das pessoas é inquestionável. Em maior ou menor grau, difícil encontrar alguém que não tenha sido impactado. Ainda assim, empresários têm encarado este momento como decisivo para ajudar as famílias em situação de vulnerabilidade. A credibilidade do Rotary em todo o mundo e sua rápida ação no combate às doenças, fez com que Alexandre Cesar Discioli assinasse no último dia 19 de maio, contrato com o Rotary Club de Maringá-Acim no programa Empresa Cidadã. “Todos estão sentindo as dificuldades que a pandemia tem nos exposto, das mais variadas formas, emocionalmente, financeiramente, etc, mas com certeza a população carente é a mais impactada com tudo isso. Na nossa condição de mais ‘favorável’, fazer a parceria com o Rotary é uma forma de ajudar todos aqueles que precisam, pois sabemos como os projetos estão sendo direcionados, ajudando àqueles que foram mais prejudicados”, explica o empresário da Discioli Seguros. A empresa conta com 23 colaboradores internos e 52 externos.  Para o presidente do Rotary Club de Maringá Acim, Anníbal Bianchini, apesar da economia estar fragilizada, esse é o momento para mostrarmos aos empresários que mais do que nunca precisamos ser protagonistas na recuperação do país. “O Rotary é o lugar mais certeiro para investir na formação das lideranças que guiarão essa retomada. Ser rotariano é agir local e pensar global!”.  Larissa Nakao  Comunicação Corporativa

GAs em Ação - Reginaldo Arias – Grupo 18: Colorado, Itaguajé, Santa Fé e Santo Inácio

Rotariano desde 2010, o governador assistente do grupo 18 foi presidente da comissão Núcleo Rotary de Desenvolvimento Comunitário (NRDC) 2012-13, presidente da Comissão de Imagem Pública 2013-14, presidente em 2015-16 e 2018-19 do Rotary Club de Santa Fé. “No início da quarentena, os clubes do meu grupo resistiram em fazer as reuniões on-line, mas com um pouco de diálogo através do whatsApp, começamos a fazê-las virtualmente. A troca de informações mais pontuais pelo whatsApp foi a alternativa para continuar os trabalhos rotários”, explica Reginaldo. Todos os eventos foram cancelados devido à pandemia, seguindo as orientações do Rotary International e não foram remarcados ainda. “Todos os clubes do grupo 18 estão arrecadando álcool em gel e máscaras para distribuir à comunidade, à APAE e à saúde pública. Em Itaguajé, os rotarianos fizeram também a campanha do lixo eletrônico”.  O Rotary Club de Colorado está fazendo junto à governadoria, o projeto para aquisição de material e equipamentos para o hospital Santa Clara juntamente com o Grupo 18. “As dificuldades estão em dar andamento às ações e promoções agendadas pelos clubes, então no momento, estão focando na prevenção do novo coronavírus junto à comunidade, com as devidas proteções e restrições”, explica.

Artigo por Mário César Camargo - Diretor do Rotary International: Rotary e Covid-19: Crise ou Oportunidade?

“Nunca desperdice uma boa crise” -  Winston Churchill. É o momento de fazer um balanço da gestão até ser atingida pelo tsunami do covid-19, até como referência histórica. Tenho minhas dúvidas sobre afirmações categóricas de que o mundo não será o mesmo após o fim da pandemia. O discurso era idêntico após o 11 de setembro de 2001, as viagens tornaram-se mais burocratizadas, os mecanismos de monitoramento “big brother” com reconhecimento facial disseminam-se pelo mundo, mas vida que segue. O choque da pandemia mudará o ambiente de negócios, haverá certa hesitação de contato físico no início, empresas quebrarão, o ambiente virtual ganhará milhões de neófitos, prioridades governamentais serão reavaliadas, líderes emergirão e submergirão, mas o ser humano continuará sua saga. Esperançosamente, mais solidário, mais conectado, mais ativo na sua comunidade. E o Rotary lucrará com esse movimento, desde que projetemos a imagem de instituição voltada ao melhoramento do ser humano, estampado no lema “Dar de si antes de pensar em si”. Uma entidade com gente de ação, atrativa para futuros rotarianos. Vamos lá, aos números. Relatório de gestão pode ser enfadonho, numérico, pouco inspirador, mas inevitável que mensuremos nossa trajetória até abril de 2020, para informar aos rotarianos da América do Sul. O que o Rotary está fazendo para combater a covid-19 em nível mundial? A Fundação Rotária aprovou até 15 de maio US$ 13,017 milhões em 157 projetos de subsídio global. Solicitações de subsídios de auxílio a desastre somam 300 no mundo, tendo 193 sido aprovadas, num total de US$ 4,807 milhões. Para os 45 distritos das zonas 23 e 24, Brasil e América do Sul espanhola, aprovaram-se 27 projetos, somando US$ 675 mil, fruto da agilidade dos governadores do continente ao requisitar esses fundos, alocados para quem primeiro chega; Qual o impacto da crise na captação de recursos da ABTRF/TRF no Brasil? Até 30 de abril, nenhum. O volume captado no período no ano 18-19 foi US$ 2,370 milhões, no ano atual US$ 2,404 milhões. Deve-se considerar que o dólar teve valorização de 42% no período, o que significa que a arrecadação cresceu na mesma proporção em reais, um feito a ser reconhecido; Como está o quadro associativo em nível mundial? Também para o limite de 30 de abril, o número de rotarianos cresceu 27.933 no mundo, o que poderia ser considerado alvissareiro. Acontece que, se comparado a abril de 2019, estamos 9.154 abaixo, o que vem ocorrendo há dois anos, uma tendência perigosa; Como está o quadro associativo no Brasil? 20 distritos ganharam sócios em relação a 1 de julho de 2019, mas 11 perderam, num crescimento líquido de pouco mais de 600 companheiros. Se levado em conta que o acréscimo chegará a mais de 2.000 em outubro último, é preocupante. Ainda mais com a eclosão da pandemia, com impacto ainda incerto no quadro associativo; O Rotary perderá membros em nível mundial? É a pergunta de 1 milhão de dólares, ninguém sabe, tendo em vista o ineditismo da crise, pelo menos nos últimos cem anos, desde a gripe espanhola de 1918-1920. Mas o Rotary tem estatísticas de 115 anos, e somente numa crise houve uma queda expressiva do quadro social, de 5,6% , nos anos 1932 e 1933, sequentes à depressão americana. O estatístico do Rotary projeta, com 95% de margem de acerto, que pode haver queda ou aumento do quadro de 1,8% nos próximos quatro anos. A ver; Haverá impacto na captação de recursos para a Polio? Ainda há tempo para reagir, mas o investimento em projetos da covid-19, no total de US$ 17,8 milhões mencionados acima, solapou as reservas que poderiam ser destinadas à Polio, para manter a equiparação de 2 para 1 com a Fundação Gates. Hoje, dia 19 de maio, faltam ainda US$ 16 milhões para chegar aos US$ 50 milhões do compromisso, e não podemos esquecer que para cada dólar do rotariano, faltarão dois dólares do lado Gates. Precisamos reagir, e rápido, faltando seis semanas para o término do ano rotário. O Rotary atravessou mais de um século de desafios, é nossa marca de nascença. Depressão, gripe espanhola, crise do petróleo, duas grandes guerras, que geraram frutos com digital do Rotary, como a UNESCO e a ONU. Tornamo-nos maiores diante da crise, afinal somos marinheiros de mares revoltos, não de piscina. Seguindo o pensamento do primeiro ministro inglês, que conduziu a Inglaterra no seu período mais turbulento, não desperdiçaremos uma boa crise. Sairemos dela maiores e mais fortes. Lutaremos em todas as “lives” possíveis para manter nossa equipe motivada, conectada, abrindo oportunidades. Até nos encontrarmos novamente para um forte abraço rotário. Sem covid-19.  

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